De acordo com informações divulgadas até o momento, o inquérito apura uma suposta obstrução de Justiça
Redação
19/07/2026
O ex-deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim, passou a cumprir prisão domiciliar após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi cumprida nesse sábado (18), quando ele se apresentou à Superintendência da Polícia Federal (PF), em São Luís, para a instalação de uma tornozeleira eletrônica.
A determinação é do ministro Flávio Dino. O processo tramita sob segredo de justiça e, por isso, o conteúdo da decisão e as medidas cautelares impostas não foram divulgados.
Na sexta-feira (17), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a Cutrim. Durante a operação, foram autorizadas apreensões de documentos, celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que poderão ser analisados no curso da investigação.
De acordo com informações divulgadas até o momento, o inquérito apura uma suposta obstrução de Justiça. A investigação teve origem em gravações atribuídas ao empresário César Cutrim, que estariam ligadas ao caso do assassinato de um empresário, ocorrido em agosto de 2022, na região da Ponta d'Areia, em São Luís.
Como o procedimento está sob sigilo, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o conteúdo das gravações, as condutas investigadas nem a eventual participação de outros envolvidos.
A prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica são medidas cautelares e não representam condenação. O caso segue em investigação.
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